CEFET-MG forma egressos do sistema prisional em curso de eletricista
Quinta-feira, 8 de janeiro de 2026
15 participantes do Projeto Alvorada terão novas oportunidades de reinserção na sociedade e no mercado de trabalho

Foto: Clara Pimentel (CDCOA/SECOM/CEFET-MG)
Em dezembro, o CEFET-MG formou 15 egressos do sistema prisional em curso de Eletricista Instalador Predial e Residencial. Eles participaram do Projeto Alvorada, iniciativa do Ministério da Justiça, voltada à capacitação técnica, reinserção e inclusão social, criando oportunidades de formação e geração de renda para seus participantes.
A turma desta edição participou de uma qualificação em instalações elétricas, unindo teoria e prática, contribuindo para que os estudantes encontrem novos caminhos no mundo do trabalho e na vida em sociedade. Esse é o segundo ciclo do Projeto, que já formou 22 participantes em 2022, em curso de Instalação e Manutenção de Computadores.
Estiveram presentes na cerimônia de formatura o vice-diretor do CEFET-MG, professor Conrado Rodrigues; o coordenador do Projeto Alvorada no CEFET-MG, professor Luiz Cláudio Teodoro; a coordenadora do Núcleo de Inclusão Social e Produtiva do Projeto Alvorada, Ana Carolina de Almeida; Fabiane Barbosa, da Coordenação Nacional de Atenção à Pessoa Egressa; Flávia Mendes, superintendente de Prevenção Social à Criminalidade; Paloma Santos, diretora do Programa de Inclusão Social de Egressos do Sistema Prisional; Marcos de Oliveira, diretor adjunto do campus Nova Gameleira; e o professor Welington de Almeida, chefe do Departamento de Engenharia Elétrica. Participaram, ainda, professores, mentores e a equipe administrativa do Projeto, bem como os formandos e seus familiares. Eles foram representados pelo orador Osmair dos Santos.
Para Ana Carolina de Almeida, o Projeto Alvorada tem papel fundamental na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. O Alvorada “transforma histórias e constrói projetos de vida, oferecendo um espaço de recomeço, retomada à vida escolar, acesso à dignidade, à cidadania plena e ao trabalho digno para seus participantes, contando com a cooperação de diversas instituições parceiras para fortalecer essa rede de oportunidades”.
Segundo Luiz Cláudio Teodoro, a iniciativa é fundamental. “Eles são estigmatizados pela sociedade como eternos bandidos, portanto, quase sem nenhuma chance de reintegração social. Por isso, os índices de reincidência criminal são tão elevados no Brasil”. Com o curso, busca-se contribuir para o resgate da autoestima e inserção no mundo do trabalho. Luiz Cláudio ressalta, inclusive, que um dos alunos já foi contratado por uma empresa de engenharia, antes mesmo da formatura. “A presença destes alunos, nos campi do CEFET-MG, proporciona minimizar o preconceito em relação aos egressos, pois permite que a comunidade escolar conviva e perceba que são seres humanos e não mera estatística da segurança pública”.
Fonte: CEFET-MG (link)

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